2009... Estou devendo ainda um texto sobre esse ano. Já tem até nome; é, todavia, papo pra outra hora, já que, quando quase pronto, não foi salvo por mim.
2010! Ano que pode ser de mudanças de lugares e hábitos ou não, mas que torço, todos os dias, para que seja um ano principalmente de mudanças comportamentais e sentimentais.
Sempre faço imensas listas de não as cumpro. Dessa vez vou até deixar registrado, para que possa, ao fim, fazer um balanço. O blog será a caixa registradora.
- Dinheiro. Sim, quero dinheiro, admito.
- Amigos. Mais do que fazer novos, manter os poucos e bons.
- Diversão. Muita.
- Foco. O que faltou esse ano.
- Decisão. Espero escolher um curso e ir nele até o fim, algo que não houve em 2009.
- Amor (es). Singular ou plural, não importa. Intenso(s) e verdadeiro(s).
- Vida. Sempre, sempre. Na sua forma mais bruta.
- Felicidade. Interna.
- Emoções. Que mexa.
- Saúde. Também a mim, mas principalmente aos queridos.
- Continuidade. Ao que foi bom, ao que pretendo não mudar. Alguns valores, alguns princípios, alguns certos, alguns errados. Tão incômodos, tão importantes.
Fico por aqui. Sem mais, que é pra não amolar.
Daqui 365 dias volto para as satisfações.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Maior expressão de angustia...
As bocas se tocavam num sinal de respeito e amizade. O desejo que ali existira já não se fazia presente, entretanto, o carinho era mais forte, e o medo de ambos em admitirem que falharam também. Falharam como dois. Falharam como um.
Era triste perceber como, quando juntos, tudo não desaparecia mais como outrora. Agora estavam sós, ainda que acompanhados. A solidão de cada palavra, silêncio, riso, abraço, olhar... A solidão que corrói, que, sem perceber, mata.
Faltava vontade, faltava coragem, faltava amor. Coragem essa que não estava por vir. Talvez nunca nem viesse. Talvez aquilo fosse o fim. Aquilo definitivamente seria o fim.
Era triste perceber como, quando juntos, tudo não desaparecia mais como outrora. Agora estavam sós, ainda que acompanhados. A solidão de cada palavra, silêncio, riso, abraço, olhar... A solidão que corrói, que, sem perceber, mata.
Faltava vontade, faltava coragem, faltava amor. Coragem essa que não estava por vir. Talvez nunca nem viesse. Talvez aquilo fosse o fim. Aquilo definitivamente seria o fim.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Se lembra quando a gente pensou um dia acreditar que tudo era pra sempre?
A nostalgia se faz presente em cada minúscula parte de mim, enquanto a dor é quase palpável e o tempo? Bem, o tempo é cada vez menor. Saudosismo de tudo que é. De tudo que foi. Medo do que será. Do que não será.
O incerto almejado por dois longos anos foi, nesse último, esquecido. Talvez por uma experiência única de estar num local e sentir-se pertecente daquilo. Talvez por covardia. De qualquer maneira, o instante torna-se importante, indispensável. Necessário. O riso, as piadas, as conversas, os momentos de carinho e preocupação. O ‘para sempre’ que parecia nunca acabar está com os dias contados. O receio de tudo que está por vir é insuportável. Dói.
Alguém para o mundo que eu quero descer? Ou melhor, parem o mundo pra eu ficar.
O incerto almejado por dois longos anos foi, nesse último, esquecido. Talvez por uma experiência única de estar num local e sentir-se pertecente daquilo. Talvez por covardia. De qualquer maneira, o instante torna-se importante, indispensável. Necessário. O riso, as piadas, as conversas, os momentos de carinho e preocupação. O ‘para sempre’ que parecia nunca acabar está com os dias contados. O receio de tudo que está por vir é insuportável. Dói.
Alguém para o mundo que eu quero descer? Ou melhor, parem o mundo pra eu ficar.
domingo, 18 de outubro de 2009
Eu não penso em fugir.
Desânimo. Acho que, no momento, não há palavra que descreva melhor o momento por que passo. Não é nenhuma crise de adolescente pseudo-revoltada, não. É mais. É algo que vem, se acomoda e parece não sair mais. Falta vontade, falta vida, falta eu. O eu que se sentia inspirada numa chuva, num sorriso, num olhar. Esse mesmo eu que, agora, acha qualquer palavra desnecessária, qualquer sorriso falso, qualquer olhar indiferente, qualquer chuva desastrosa.
Vejo um filme, assisto a uma novela – raras vezes – e fico extasiada com algumas cenas e percebo que nunca acontecerão comigo. Aos menos é o que acho. Aquele tremor, aquela incontrolável vontade, aquele desejo. Gosto de inícios impossíveis, meios complicados e finais felizes. Acho que o olhar pode – e deve – significar mais que palavras. Também acho que minhas palavras não significam nada. Quiçá meu olhar.
Temo que essas sensações não mudem e eu não perceba que mudei. Que mudei para pior. Temo não me reconhecer. Temo.
Bom, ao menos houve o que me trouxe até aqui, depois de semanas. Já é um começo. Torço que não seja somente uma recaída. Um volta a tudo que já foi e nunca mais será.
Vejo um filme, assisto a uma novela – raras vezes – e fico extasiada com algumas cenas e percebo que nunca acontecerão comigo. Aos menos é o que acho. Aquele tremor, aquela incontrolável vontade, aquele desejo. Gosto de inícios impossíveis, meios complicados e finais felizes. Acho que o olhar pode – e deve – significar mais que palavras. Também acho que minhas palavras não significam nada. Quiçá meu olhar.
Temo que essas sensações não mudem e eu não perceba que mudei. Que mudei para pior. Temo não me reconhecer. Temo.
Bom, ao menos houve o que me trouxe até aqui, depois de semanas. Já é um começo. Torço que não seja somente uma recaída. Um volta a tudo que já foi e nunca mais será.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Podia ser incrível, podia ser nós dois, podia ser verdade... Não leve a mal.
Inspiração. Pessoas, risos, sorrisos. Palavras quase palpáveis saindo da ponta da caneta direto para o papel, tomando formas e invadindo cada minúscula parte do meu ser. Meias palavras transformam-se em frases sem sentidos que beiram a insanidade e provocam um surto. Um momento de plenitude.
Vida, sonho, vontade. Sonhos tangenciam a realidade, de forma brusca e direta. Fogo, paixão, descontrole. O impulso de arriscar tudo se torna quase insuportável, assim como o desejo de ser, de ter, de estar. Chuva, liberdade, amor. A mais pura demonstração de felicidade. Inspiração.
Vida, sonho, vontade. Sonhos tangenciam a realidade, de forma brusca e direta. Fogo, paixão, descontrole. O impulso de arriscar tudo se torna quase insuportável, assim como o desejo de ser, de ter, de estar. Chuva, liberdade, amor. A mais pura demonstração de felicidade. Inspiração.
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Os olhos inchados e o rosto vermelho entregavam as horas passadas, enquanto o sorriso forçado buscava – em vão – disfarçar. Cabeças viravam enquanto passava por entre a multidão. Ouvia por todos os lados ‘O que aconteceu?’, porém nada respondia.
...
...
Ele chegara. As pernas tremiam, o coração palpitava no peito, palavras ensaiadas sumiam, assim como o ar. Sorriu, sorriso este que me perturbava. Naquele momento, percebi que tal imagem traduzia a verdade felicidade. A minha verdadeira felicidade.
...
...
Ele chegara. As pernas tremiam, o coração palpitava no peito, palavras ensaiadas sumiam, assim como o ar. Sorriu, sorriso este que me perturbava. Naquele momento, percebi que tal imagem traduzia a verdade felicidade. A minha verdadeira felicidade.
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
continuo a odiar títulos para redações, beijos.
Muito me lembro daquele dia. Amigos insistindo para que eu fosse à tal festa que, segundo eles, seria imperdível e eu, ainda deslumbrado com minha realidade bastante satisfatória para a época - e para meus 23 anos -, fui e fiz questão de dar carona a eles (descarada intenção de aparecer com o carro que acabara de lançar; e eu, de comprar).
Ao chegar na festa, uma garota logo me chamou a atenção e, em minha doce ilusão, ela não me seria difícil. Durante todo o tempo em que estive lá, nem um segundo sequer olhou para mim, até que algo parecido com seu namorado chegou. Aquilo mexeu com minha auto estima, no entanto, não o bastante para me fazer desisti. Esperei que ele se afastasse dela e me aproximei. A indiferença permaneceu, com sorrisos de canto, superficialidade dos assuntos e desvios de olhares. Resolvi que era hora de adotar outro método: Aparecer-me com o que considerava mais atrativo, o carro.
Seu companheiro não voltava e me senti à vontade em chamá-la para um passeio. Ela nem por um minuto considerou a hipótese ou se entusiasmou com a possibilidade de andar no carro, até então, mais cobiçado por todos - fato que nunca acontecera com mulher nenhuma. Aquilo fez com que, não só perdesse a paciência, como também me achasse no direito de tirar satisfações:
- Diga o que é que ele tem que eu não posso ter? Vamos, diga.
Ela, numa só palavra, acabou com qualquer resto de auto estima que sobrara:
- Eu.
E desde então meu senso crítico foi criado.
Ao chegar na festa, uma garota logo me chamou a atenção e, em minha doce ilusão, ela não me seria difícil. Durante todo o tempo em que estive lá, nem um segundo sequer olhou para mim, até que algo parecido com seu namorado chegou. Aquilo mexeu com minha auto estima, no entanto, não o bastante para me fazer desisti. Esperei que ele se afastasse dela e me aproximei. A indiferença permaneceu, com sorrisos de canto, superficialidade dos assuntos e desvios de olhares. Resolvi que era hora de adotar outro método: Aparecer-me com o que considerava mais atrativo, o carro.
Seu companheiro não voltava e me senti à vontade em chamá-la para um passeio. Ela nem por um minuto considerou a hipótese ou se entusiasmou com a possibilidade de andar no carro, até então, mais cobiçado por todos - fato que nunca acontecera com mulher nenhuma. Aquilo fez com que, não só perdesse a paciência, como também me achasse no direito de tirar satisfações:
- Diga o que é que ele tem que eu não posso ter? Vamos, diga.
Ela, numa só palavra, acabou com qualquer resto de auto estima que sobrara:
- Eu.
E desde então meu senso crítico foi criado.
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Odeio títulos para redações, beijos.
Sempre fora assim. Perdera amores, sonhos, filhos. O vício – ou o hábito – se tornara mais forte que qualquer esperança de melhora, e agora vivia a conseqüência disso tudo. Estava só e doente.
Quando recém casado, o costume de fumar ora aqui ora ali, se transformou em uma rotina diária. Sua mulher vez ou outra pedia que parasse, porém nada adiantou e a situação piorou. Já com filhos, fumava em casa, no trabalho, com amigos, com a família. Tosses, falta de ar, e cansaços repentinos se tornaram constantes, e as brigas também. Ela não agüentou ver a degradação do que fora construído até então e partiu, levando junto filhos. A dependência não era mais psicológica, era química.
Agora, já em uma cama de hospital, vivia de suas próprias lembranças, sem visitas, telefonemas ou cartões a desejar melhoras. Sem expectativa alguma, dias passavam sem fazer diferença alguma, quando de repente a enfermeira disse que alguém o aguardava. Ele pediu que mandassem entrar e, para sua surpresa, seu filho viera vê-lo. O filho que há anos não tinha notícias.
O garoto, agora não tão garoto, correu para abraçar seu pai e ali conversaram e choraram se não recuperando, mas sim compensando o tempo perdido.
E já num suspiro, como último pedido, estendeu a mão em busca da carteira de cigarros que, em cima da cabeceira, descansava. Seu filho, ainda com lágrimas nos olhos, teve como primeira reação dar meia volta e abandoná-lo como sua mãe fizera, no entanto de nada adiantaria. A circunstância fizera daquele momento um ato de cumplicidade. Sem julgamentos ou censuras.
Quando recém casado, o costume de fumar ora aqui ora ali, se transformou em uma rotina diária. Sua mulher vez ou outra pedia que parasse, porém nada adiantou e a situação piorou. Já com filhos, fumava em casa, no trabalho, com amigos, com a família. Tosses, falta de ar, e cansaços repentinos se tornaram constantes, e as brigas também. Ela não agüentou ver a degradação do que fora construído até então e partiu, levando junto filhos. A dependência não era mais psicológica, era química.
Agora, já em uma cama de hospital, vivia de suas próprias lembranças, sem visitas, telefonemas ou cartões a desejar melhoras. Sem expectativa alguma, dias passavam sem fazer diferença alguma, quando de repente a enfermeira disse que alguém o aguardava. Ele pediu que mandassem entrar e, para sua surpresa, seu filho viera vê-lo. O filho que há anos não tinha notícias.
O garoto, agora não tão garoto, correu para abraçar seu pai e ali conversaram e choraram se não recuperando, mas sim compensando o tempo perdido.
E já num suspiro, como último pedido, estendeu a mão em busca da carteira de cigarros que, em cima da cabeceira, descansava. Seu filho, ainda com lágrimas nos olhos, teve como primeira reação dar meia volta e abandoná-lo como sua mãe fizera, no entanto de nada adiantaria. A circunstância fizera daquele momento um ato de cumplicidade. Sem julgamentos ou censuras.
sábado, 11 de julho de 2009
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Saudade que eu sinto de tudo que ainda não vi...
Sinto falta. Não de minha infância, não de algum tempo bom, não de uma pessoa específica. Sinto falta de tudo que podia ter sido e, por algum disparato do destino, não foi. Sinto falta de todos os livros, todas as músicas, todos os dias chuvosos que não vi, ouvi e presenciei. Sinto falta do tempo por si só. De quando o tempo caminhava passo a passo, num ritmo quase monótono. Sinto falta de sentar-me à janela, num dia frio, nublado e ver a chuva espaça molhar a grama. Sinto falta de toda a delicadeza que os anos 30 tinham. Sinto falta da juventude cheia de ideais dos anos 60, sinto falta a vida que não vivi. Sinto falta do grande amor que não tive, das grandes brigas que não lutei, dos dias que deixei passar, sem me importar com sua grandiosidade.
Sempre estive ligada ao passado e ao futuro, e não percebi que eles são feitos do presente. Sempre quis um grande amor, e não dei valor ao que, mais tarde, se transformariam nele. Sempre quis ser feliz, não a felicidade estampado nos sorrisos das fotos, nem nos sonoros risos que vemos a todo instante. Quis ser um inteiro, sem procurar uma metade que me completasse. Quis me satisfazer em ser um – ou meio? – sem necessitar ser dois – ou um?.
Quis amar, mesmo sem saber ao certo o que é isso. Na verdade, continuo querendo, ainda que não saiba.
Sempre estive ligada ao passado e ao futuro, e não percebi que eles são feitos do presente. Sempre quis um grande amor, e não dei valor ao que, mais tarde, se transformariam nele. Sempre quis ser feliz, não a felicidade estampado nos sorrisos das fotos, nem nos sonoros risos que vemos a todo instante. Quis ser um inteiro, sem procurar uma metade que me completasse. Quis me satisfazer em ser um – ou meio? – sem necessitar ser dois – ou um?.
Quis amar, mesmo sem saber ao certo o que é isso. Na verdade, continuo querendo, ainda que não saiba.
Forget about my love...
Não sei se por egoísmo, mas eu quis aquilo. Quis os olhares, os sorrisos, as insinuações. Interpretei erroneamente – ou não – qualquer palavra, qualquer frase pronunciada ou não.
Fantasiei, talvez, e não temo em admitir. Que não haja o dia em que a fantasia me seja tirada. É o que tenho e é o que me importa. As objetividades que tomem seus caminhos, eu quero é subjetividade, duplas interpretações, ambigüidades e confusões. A clareza, aqui, não tem espaço. E assim seja.
Fantasiei, talvez, e não temo em admitir. Que não haja o dia em que a fantasia me seja tirada. É o que tenho e é o que me importa. As objetividades que tomem seus caminhos, eu quero é subjetividade, duplas interpretações, ambigüidades e confusões. A clareza, aqui, não tem espaço. E assim seja.
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Mesmo que você não esteja aqui, o amor está.
E já entorpecida de ódio e amor, procurou-o por todos os cantos. Passados mais de uma hora, quando já estava a ponto de desistir, eis que ele aparece. Lindo e feliz. Sentiu raiva de si mesma ao ver o medo e a insegurança percorrendo cada nervo de seu corpo. Sentiu raiva também dele, que lhe era tão indiferente. Seus olhares se cruzaram e ele abriu um sorriso lindo, porém perturbador. Encaminhou em sua direção.
- Oi! – Disse animadamente.
Ela sorriu, tímida.
- Oi, tudo bem?
Ele não a ouviu. Abraçou-a de uma forma - ainda que inocente - desconcertante. Ela, pela primeira vez, retribuiu o abraço.
- Que linda que você está!
Desejou que aquilo fosse verdade.
- Obrigada. Parabéns!
- Obrigado, linda!
Outras pessoas o rodearam, provavelmente para dar-lhe parabéns ou algo do gênero e ela resolveu voltar à realidade e afastar-se dali.
Caminhou pelo lugar durante alguns minutos, sem querer parar, evitando, dessa forma, conversas desnecessárias. Já um pouco cansada e pensando em ir embora, um rapaz aproximou-se e ficou de papo. Ela tentou algumas vezes se desvencilhar das mãos que agora já tentavam segurá-la.
- Não, dá licença, por favor?
De nada adiantava. A situação já estava preocupante, quando novos pares de mãos enlaçavam sua cintura.
- Ei, será que você podia largar a minha namorada? – Disse uma voz que, logo em seguida, reconheceu.
Era ele.
- Opa, desculpa. – Disse o garoto ao sair.
Virou-se para agradecer.
- Nossa, muito obrig...
Ele estava sério, pela primeira vez e em uma fração de segundo, puxou-a para perto de si e a beijou. Com desejo, com furor.
Durante todo esse tempo o sentimento fora recíproco, ainda que disfarçado por uma impossibilidade do destino. E assim continuará. Para todo o sempre.
Moral da história: Alguns amores não são para serem vividos, somente sentidos.
- Oi! – Disse animadamente.
Ela sorriu, tímida.
- Oi, tudo bem?
Ele não a ouviu. Abraçou-a de uma forma - ainda que inocente - desconcertante. Ela, pela primeira vez, retribuiu o abraço.
- Que linda que você está!
Desejou que aquilo fosse verdade.
- Obrigada. Parabéns!
- Obrigado, linda!
Outras pessoas o rodearam, provavelmente para dar-lhe parabéns ou algo do gênero e ela resolveu voltar à realidade e afastar-se dali.
Caminhou pelo lugar durante alguns minutos, sem querer parar, evitando, dessa forma, conversas desnecessárias. Já um pouco cansada e pensando em ir embora, um rapaz aproximou-se e ficou de papo. Ela tentou algumas vezes se desvencilhar das mãos que agora já tentavam segurá-la.
- Não, dá licença, por favor?
De nada adiantava. A situação já estava preocupante, quando novos pares de mãos enlaçavam sua cintura.
- Ei, será que você podia largar a minha namorada? – Disse uma voz que, logo em seguida, reconheceu.
Era ele.
- Opa, desculpa. – Disse o garoto ao sair.
Virou-se para agradecer.
- Nossa, muito obrig...
Ele estava sério, pela primeira vez e em uma fração de segundo, puxou-a para perto de si e a beijou. Com desejo, com furor.
Durante todo esse tempo o sentimento fora recíproco, ainda que disfarçado por uma impossibilidade do destino. E assim continuará. Para todo o sempre.
Moral da história: Alguns amores não são para serem vividos, somente sentidos.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
quinta-feira, 4 de junho de 2009
It's hard to believe that there's nobody out there...
Olhou-me com desespero. Desespero que foi silenciado – silenciado, não acalmado - com um beijo. Alguém o despertara a atenção que, até então, era minha. Esperei alguns minutos, mas ainda o ocupavam. Desisti. Queria ir embora, no entanto, para tal, precisaria passar por ali. Respirei. Caminhei em passos lentos, na esperança de que desse tempo para ele perceber e sair do caminho, evitando constrangimentos. Não adiantou.
- Com licença. – Disse, ao chegar próximo a ele.
Ele consentiu.
- Claro... Mas será que você poderia esperar um pouco? Queria falar contigo. – Disse, abrindo seu habitual sorriso que me perturbava.
- Tudo bem. – Disse, mais monossilábica impossível.
Saí. Os minutos que ali passei pareceram eternos, até que ele apareceu. Faltou-me o ar.
- Desculpa a demora. – Disse, sentando-se ao meu lado.
- Sem problemas.
Queria dizer mil coisas, mas palavras me faltavam, assim como qualquer atitude ou expressão.
- Você está tem? – Ele me perguntou.
- Sim... Desculpa... É que estou um pouco distraída hoje.
- É, estou percebendo...
Eu ri.
- Então... – Comecei.
- Ah, sim... Eu queria pedir desculpas por ontem. Eu não deveria ter feito aquilo. Foi um er...
- Psiu, não fala mais nada, por favor? Não estraga algo que, ao menos para mim, foi tão bom. Não estou pedindo nada. Só não diz que não deveria ter acontecido.
- Eu não disse que foi ruim, ao contrário. E é por isso que eu não quero me complicar ainda mais.
- No que depender de mim, não vai acontecer nada.
- Não é você quem eu temo.
- É quem, então?
Seu olhar, dessa vez, foi mais profundo e intenso. Eu desviei o meu.
- É tão difícil eu sentir ‘isso’. Muito difícil mesmo. Então eu não quero pensar que, na primeira vez que eu realmente gostei de estar com alguém, foi um erro.
- Nem pensa nisso, por favor.
- É uma lembrança boa.
- Só vai ser uma lembrança boa quando eu não sentir vontade de repetir. Até lá, dói.
Aquilo sim doeu. O coração disparou.
- Desculpa. – Disse, ao desviar o olhar para o chão.
- Nada... Foi só o choque.
O silêncio se tornou presente. Ouviam as respirações um do outro, que acelerava cada vez mais.
- É melhor eu ir embora. – Disse ele, levantando-se rapidamente.
- É, acho que sim. – Disse, também me levantando com pressa – Tchau – Falei ao passar por ele.
No momento em que já tinha a certeza de que aquilo era o fim, ele me puxou pelo braço, segurou-me pela cintura e quando pude reparar, estávamos em mais um beijo. Uma de suas mãos me enlaçava enquanto a outra percorria meu rosto. Eu passei meus braços por seu pescoço. Aos poucos o beijo intenso, como outrora, foi suavizando, até que se transformou em toques.
- Não fala nada – Disse eu, colocando o dedo em sua boca, para silenciá-lo – Eu tenho que ir.
Ele só balançou a cabeça positivamente e segurou minha mão.
- Tchau – Sibilei com os lábios.
Ele sorriu. Eu também. Os braços se esticaram até que não puderam mais manter-se unidos. Fui embora, olhando a todo o momento para trás. Ele permaneceu ali, assim como espero que permaneça em minha vida.
- Com licença. – Disse, ao chegar próximo a ele.
Ele consentiu.
- Claro... Mas será que você poderia esperar um pouco? Queria falar contigo. – Disse, abrindo seu habitual sorriso que me perturbava.
- Tudo bem. – Disse, mais monossilábica impossível.
Saí. Os minutos que ali passei pareceram eternos, até que ele apareceu. Faltou-me o ar.
- Desculpa a demora. – Disse, sentando-se ao meu lado.
- Sem problemas.
Queria dizer mil coisas, mas palavras me faltavam, assim como qualquer atitude ou expressão.
- Você está tem? – Ele me perguntou.
- Sim... Desculpa... É que estou um pouco distraída hoje.
- É, estou percebendo...
Eu ri.
- Então... – Comecei.
- Ah, sim... Eu queria pedir desculpas por ontem. Eu não deveria ter feito aquilo. Foi um er...
- Psiu, não fala mais nada, por favor? Não estraga algo que, ao menos para mim, foi tão bom. Não estou pedindo nada. Só não diz que não deveria ter acontecido.
- Eu não disse que foi ruim, ao contrário. E é por isso que eu não quero me complicar ainda mais.
- No que depender de mim, não vai acontecer nada.
- Não é você quem eu temo.
- É quem, então?
Seu olhar, dessa vez, foi mais profundo e intenso. Eu desviei o meu.
- É tão difícil eu sentir ‘isso’. Muito difícil mesmo. Então eu não quero pensar que, na primeira vez que eu realmente gostei de estar com alguém, foi um erro.
- Nem pensa nisso, por favor.
- É uma lembrança boa.
- Só vai ser uma lembrança boa quando eu não sentir vontade de repetir. Até lá, dói.
Aquilo sim doeu. O coração disparou.
- Desculpa. – Disse, ao desviar o olhar para o chão.
- Nada... Foi só o choque.
O silêncio se tornou presente. Ouviam as respirações um do outro, que acelerava cada vez mais.
- É melhor eu ir embora. – Disse ele, levantando-se rapidamente.
- É, acho que sim. – Disse, também me levantando com pressa – Tchau – Falei ao passar por ele.
No momento em que já tinha a certeza de que aquilo era o fim, ele me puxou pelo braço, segurou-me pela cintura e quando pude reparar, estávamos em mais um beijo. Uma de suas mãos me enlaçava enquanto a outra percorria meu rosto. Eu passei meus braços por seu pescoço. Aos poucos o beijo intenso, como outrora, foi suavizando, até que se transformou em toques.
- Não fala nada – Disse eu, colocando o dedo em sua boca, para silenciá-lo – Eu tenho que ir.
Ele só balançou a cabeça positivamente e segurou minha mão.
- Tchau – Sibilei com os lábios.
Ele sorriu. Eu também. Os braços se esticaram até que não puderam mais manter-se unidos. Fui embora, olhando a todo o momento para trás. Ele permaneceu ali, assim como espero que permaneça em minha vida.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
sexta-feira, 15 de maio de 2009
'Sim, ela disse isso.'
'Hm...'
'Achei que ficarias feliz.'
'Eu 'tô feliz.'
'Ahn...'
...
'Eu não 'tô bem.'
'Bebeu demais, é?'
'Não, não é por isso. É quer... Deixa pra lá.'
'Hm... Não quer falar...'
'É melhor que eu não fale...'
'... Então 'tá...'
Silêncio.
'Já vou embora.'
'Já?'
'Sim. Beijo, tchau.'
'Vem aqui.'
'Não.'
'Por quê?'
'Porque não.'
Ele levantou-se e a puxou. Abraçaram-se e puderam, assim, respirar aliviados.
'Te amo.'
'Eu também te amo.'
O telefone tocou.
'Deve ser ela.'
'É, é sim.'
Tocou novamente.
'Atenda. Eu vou embora.'
Foi.
'Hm...'
'Achei que ficarias feliz.'
'Eu 'tô feliz.'
'Ahn...'
...
'Eu não 'tô bem.'
'Bebeu demais, é?'
'Não, não é por isso. É quer... Deixa pra lá.'
'Hm... Não quer falar...'
'É melhor que eu não fale...'
'... Então 'tá...'
Silêncio.
'Já vou embora.'
'Já?'
'Sim. Beijo, tchau.'
'Vem aqui.'
'Não.'
'Por quê?'
'Porque não.'
Ele levantou-se e a puxou. Abraçaram-se e puderam, assim, respirar aliviados.
'Te amo.'
'Eu também te amo.'
O telefone tocou.
'Deve ser ela.'
'É, é sim.'
Tocou novamente.
'Atenda. Eu vou embora.'
Foi.
domingo, 10 de maio de 2009
É interessante como frases que deveriam doer, ditas de forma errada, podem tranqüilizar uma mente perturbada, quando faladas ao acaso. Foi uma dessas que me pegou poucos minutos atrás. Podia ter m impacto forte e abalar profundamente, no entanto, só fez bem. Colocou um ponto final. Sem conversas, brigas, verdades. Facilitou. É por isso que gosto de jogar conversa fora.
Ps: Acho que ando um pouco carente de atenção e desconto no blog. =B
Ps: Acho que ando um pouco carente de atenção e desconto no blog. =B
Na confusão do dia-dia, no sufoco de uma dúvida, na dor de qualquer coisa...
Casa de vó. Sempre tão cheio de memórias, lembranças... Nunca é só uma casa. Ali estão impregnados momentos que você viveu, momentos que seu pai, tios, primos viveram. As paredes cheias de retratos, a pilha de álbuns de fotografias cada vez maior, ano após ano. A mesma toalha figurando cada Natal, cada aniversário. A nostalgia se faz presente, a todo instante. O sofá em que ficamos, como de costume, conversando bobagens. Os mais velhos ficam ao redor da mesa a discutir ou relembrar fatos de outrora. Alguns se vão, e logo são repostos por crianças. Os filhos dos netos. O mais impressionante é a capacidade de adaptação que vejo nos pobres velhinhos, que tanto já sofreram, mas ali estão, felizes e sorridentes. Já foram postos à prova inúmeras vezes, no entanto, a inocência e a alegria ainda se fazem presentes, ora numa brincadeira com a bisneta, ora ao citar fatos – tristes – passados, com uma aparente normalidade. Não sei quantas vezes já estive lá, mas só hoje reparei em tantos detalhes. Fiquei um pouco melancólica. Porém, uma melancolia feliz.
sábado, 9 de maio de 2009
Uma palavra escrita a lápis: Eternidades da semana!
As palavras só têm sentidos quando tocam, quando mexem, quando perturbam. Uma canção ou uma história só cumpre sua função quando te faz pensar, sorrir, chorar. As mil possibilidades de entendimento fazem com que uma mesma frase atinja de diferentes modos diferentes pessoas. O que me encanta não é o que é dito, e sim o que quer dizer e não diz. A palavra mais importante não é a que está presente, mas sim a que se faz presente. Mais presente do que qualquer outra, justamente por não estar ali, explícita. Ela se faz presente e se faz essencial.
Gosto da palavra verdadeira. Que confunde, e não explica. Que alegra, que entristece, que tem como conseqüência o silêncio Que causa impacto, e não passa despercebida. Que se difere das outras pela intenção, pelo choque sutil que causa. É a ambigüidade que me fascina. O poder de dizer frases inteiras, quando juntas com olhares, sorrisos e gestos. A densidade que elas podem ter, quando bem aplicadas. Invejo quem sabe usá-las. Mais do que qualquer outra coisa.
Agora que você parece não ligar
Que já não pensa e já não quer pensar
Dizendo que não sente nada
Estou lembrando menos de você
Falta pouco pra me convencer
Que sou a pessoa errada.
Gosto da palavra verdadeira. Que confunde, e não explica. Que alegra, que entristece, que tem como conseqüência o silêncio Que causa impacto, e não passa despercebida. Que se difere das outras pela intenção, pelo choque sutil que causa. É a ambigüidade que me fascina. O poder de dizer frases inteiras, quando juntas com olhares, sorrisos e gestos. A densidade que elas podem ter, quando bem aplicadas. Invejo quem sabe usá-las. Mais do que qualquer outra coisa.
Agora que você parece não ligar
Que já não pensa e já não quer pensar
Dizendo que não sente nada
Estou lembrando menos de você
Falta pouco pra me convencer
Que sou a pessoa errada.
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Outro amor não quero ter além daquele que sonhei.
Ele a admirava. Algo nela o fascinava. Algo que eu não sabia dizer, ao certo, o que era. Mas ali estava. Sabia que reclamar não adiantaria e, por isso, tentava de todas as formas prender sua atenção em mim, caso contrário, ele não se manteria frio e distante, como vinha tentando. Cada vez que os via juntos, sentia uma certa inveja. Não pelo que ela tinha, até porque ela não tinha nada, mas uma inveja de seu poder de escolha. Poder de, a qualquer momento, mudar a história por completo. Inveja também por ela não querer mudar tudo. Por ela preferir ocultar, disfarçar e normalizar algo que nada a beneficiava. Tinha uma bondade maliciosa. Sabia exatamente até onde ir para provocar e depois recuava. Talento incrível. Talento esse que eu não tinha.
As feições dele ao ver o sorriso dela, me incomodavam. Era bobo e feliz. Nunca vira aquele olhar para mim, e acho que nunca verei.
- Oi, amor. – Ele disse, acordando-me.
- Oi.
- Que saudade.
Beijou-me.
- Muitas – Disse. – Onde você estava?
- Er... Lugar nenhum.
Nesse momento, ela entrara pela sala. Nitidamente confusa e perturbada.
As feições dele ao ver o sorriso dela, me incomodavam. Era bobo e feliz. Nunca vira aquele olhar para mim, e acho que nunca verei.
- Oi, amor. – Ele disse, acordando-me.
- Oi.
- Que saudade.
Beijou-me.
- Muitas – Disse. – Onde você estava?
- Er... Lugar nenhum.
Nesse momento, ela entrara pela sala. Nitidamente confusa e perturbada.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
No tittle.
- Desculpa, mas eu não quero servir de suporte para ti agüentar as tuas insatisfações. – Disse ela, soltando-se dos braços dele.
- Não é isso que eu te considero. – Disse ele.
- Mas é isso que eu sou. A escolha foi tua. E tu tens que estar contente com ela. Pelo menos suportá-la. Ou então muda. – Disse, seca.
- Eu não tenho outras escolhas. Ou tenho?
- Todo mundo tem uma segunda escolha. Nem que seja o ‘nada’.
- O nada eu não quero.
- Bom, então já te decidiste.
- É, acho que sim.
- Ótimo.
O silencio durou por alguns minutos.
- Bom, eu vou embora. Você vem? – Ela perguntou.
- Ér... Eu não posso, tenho que esperar a...
- ... Tudo bem, eu entendi. Tchau.
E virou-se. Não se sentia triste. Na verdade sequer sabia como se sentia. Mas era uma sensação estranha, nova. Talvez orgulho ferido por ter ‘perdido’ algo que nunca quis, mas que sempre esteve na sua mão.
Enquanto refletia sobre o assunto, caminhou para casa, quando um grito lhe chamou a atenção.
- Hei! Espera!
Ela virou-se. Era ele. A sensação de satisfação voltou. Ainda o tinha nas mãos. Mesmo que não o quisesse, tinha.
- Vamos pra casa? – Disse ele, sorrindo.
Ela sorriu como resposta. Ele passou os braços em volta dela e eles foram embora juntos.
- Não é isso que eu te considero. – Disse ele.
- Mas é isso que eu sou. A escolha foi tua. E tu tens que estar contente com ela. Pelo menos suportá-la. Ou então muda. – Disse, seca.
- Eu não tenho outras escolhas. Ou tenho?
- Todo mundo tem uma segunda escolha. Nem que seja o ‘nada’.
- O nada eu não quero.
- Bom, então já te decidiste.
- É, acho que sim.
- Ótimo.
O silencio durou por alguns minutos.
- Bom, eu vou embora. Você vem? – Ela perguntou.
- Ér... Eu não posso, tenho que esperar a...
- ... Tudo bem, eu entendi. Tchau.
E virou-se. Não se sentia triste. Na verdade sequer sabia como se sentia. Mas era uma sensação estranha, nova. Talvez orgulho ferido por ter ‘perdido’ algo que nunca quis, mas que sempre esteve na sua mão.
Enquanto refletia sobre o assunto, caminhou para casa, quando um grito lhe chamou a atenção.
- Hei! Espera!
Ela virou-se. Era ele. A sensação de satisfação voltou. Ainda o tinha nas mãos. Mesmo que não o quisesse, tinha.
- Vamos pra casa? – Disse ele, sorrindo.
Ela sorriu como resposta. Ele passou os braços em volta dela e eles foram embora juntos.
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Há sempre a pequena chance do impossível rolar...
Os olhares se cruzam. O tempo para. Tudo ao redor acontece mais lentamente, ou melhor, não acontece. Os dois sabem que devem desviar seus focos e continuar seus afazeres, no entanto, o instinto de permanecer ali, contemplando a impossível, mas muito querida possibilidade de, um dia, ao se verem, poderem correr para os braços um do outro, se sobrepõe ao dever. Um sorriso meio que de canto começa a surgir no rosto dela, que, já sem graça com a situação, fica vermelha. Ele sorri com a timidez da garota. Uma expressão melancólica surge em ambos. A consciência de que a culpa por terem que fingir tamanha indiferença é inteiramente deles. O medo e a insegurança os fizeram desistir. Desistir de, um dia, existirem como um.
Os segundos passam, até que a namorada dele o chama, e lhe pergunta algo que não faria a menor importância. Os dois desviam seus olhares e voltam a fazer qualquer coisa que, antes, os distraía. A vida segue, não é mesmo?
... Soterrar o mundo com uma avalanche, só pra que possa sobrar apenas eu e você!
Os segundos passam, até que a namorada dele o chama, e lhe pergunta algo que não faria a menor importância. Os dois desviam seus olhares e voltam a fazer qualquer coisa que, antes, os distraía. A vida segue, não é mesmo?
... Soterrar o mundo com uma avalanche, só pra que possa sobrar apenas eu e você!
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Até os erros já parecem ter sentido...
Que o medo e a insegurança se transformem certeza. Que esse temor de hoje, seja a confirmação de que valeu à pena todo o esforço e toda a dúvida. Que eu não me arrependa de ser tão teimosa em relação ao que acredito. Que não seja decepcionante toda a idéia criada de algo que eu nem mesmo sei se conseguirei ser. Que, com esforço, seja despertado um dom. Dom o qual até hoje não vi. Que eu possa, no final, dizer a todos que não acreditavam: Eu quis e eu sou. Que eu não tenha, já sem caminhos, como única opção voltar atrás e seguir antigos conselhos. Que a experiência não conte. E que a paixão prevaleça.
A opção não pode mais ser mudada. Não quero. Agora é seguir em frente e ver no que dá.
A opção não pode mais ser mudada. Não quero. Agora é seguir em frente e ver no que dá.
domingo, 26 de abril de 2009
Dá preguiça de explicar...
O dia passa. A vida também. As únicas mudanças são, ora folhas das árvores caindo, ora as mesmas balançando com o vento, ora flores ressurgindo. Além disso, a monotonia toma conta. Não lá fora, onde o rio segue seu curso, na mesma agitação de costume. Mas sim a monotonia interna, onde sentimentos permanecem inalterados, ainda que confusos, inalterados. O turbilhão de novas informações dá impulsos, mas que, com atitudes seguintes, são logo controlados e esquecidos. O dia passa. Palavras pronunciadas atiçam o emocional, mas a racionalidade o para. Mais um dia passa. Cenas vistas de fora esmagam por vez qualquer sobra que poderia restar. O dia passa. O dia está passando...
... Saudade de sentir...
... Saudade de sentir...
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Se tudo passa depressa, só o que é novo interessa.
A palavra é a arma que mais me atinge. Pequenas frases tomam proporções enormes ditas para mim, principalmente quando não correspondem às atitudes posteriores. Talvez por isso o cuidado de medir palavras, intenções e tentar, ao máximo, não dimensionar sentimentos. Que direito tenho eu de ser leviana com um terceiro? Talvez por isso o medo de confiar segredos em pessoas. Como saber se elas saberão ou não lidar com as palavras que lhes confiei? Não se sabe. O jeito é confiar. Ou não. Acho que fico com a segunda opção. Motivos para pensar assim? Suponho que não... Mas nunca se sabe o que se passa no nosso inconsciente, não é? O jeito é levar a vida. Ou melhor: Deixar que sejamos levados por ela. Espero que dê em algum lugar.
Só enxergo o que eu não posso ter
Mas se qualquer dia eu conseguir
Vai perder a cor, desaparecer
Como tudo que me fez feliz.
Só enxergo o que eu não posso ter
Mas se qualquer dia eu conseguir
Vai perder a cor, desaparecer
Como tudo que me fez feliz.
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Minhas raízes estão no ar, minha casa é qualquer lugar...
Por que essa maldita mania de querer ver sentido nas coisas? Por que não somente aproveitar momentos, oportunidades sem pensar no depois? Por que essa mania de ponderar tudo e todos, inclusive a mim?
Exigências, cobranças, morais, certos e errados me cansam. Principalmente quando vêm de mim para mim.
Torço para que isso, no final, valha à pena.
Agora é hora de focar, direcionar no que eu quero, pôr (ou 'por'?) metas, seguir em frente e me diferenciar. E, mais importante, conseguir. Caso contrário, tudo em vão.
... Se depender de mim eu vou até o fim!
Exigências, cobranças, morais, certos e errados me cansam. Principalmente quando vêm de mim para mim.
Torço para que isso, no final, valha à pena.
Agora é hora de focar, direcionar no que eu quero, pôr (ou 'por'?) metas, seguir em frente e me diferenciar. E, mais importante, conseguir. Caso contrário, tudo em vão.
... Se depender de mim eu vou até o fim!
domingo, 5 de abril de 2009
Se eu não posso ter, eu fico imaginando...
Divido-me entre certos e errados. Entre ‘quereres’ e deveres. Divido-me até mesmo entre quereres, ora quero algo e no momento seguinte repudio com todas as minhas forças. Ora o que me faz sorrir me aflige. E assim dias passam, anos se perdem e nada tenho de concreto a acrescentar. Perco-me em pensamentos, em acontecimentos que quase foram postos em prática, em vontades que ficaram esquecidas, em palavras que ficaram por dizer, porém o silêncio permaneceu. E assim sigo, não de passos em passos, mas de sonhos em sonhos. Espero que um dia isso mude.
sexta-feira, 27 de março de 2009
'Você é aquela mulher escondida nas letras de tantas canções...'
Tensão, expectativa, dias caindo na folha do calendário, horas a fio, minutos contados, segundos que parecem eternidades. Assim foram os últimos 40 dias – 39, para ser específica. O medo da decepção também estava lá, porém em vão, já que não houve decepção alguma. Todas as expectativas atingidas e até mesmo superadas. No entanto, sempre existe a vontade de mais. Mais minutos, mais palavras, mais olhares, mais sorrisos, mais. E isso nada vai suprir ou saciar. Acaba o show. ‘Só’ aquilo já valeu à pena. Foi único, especial e, assim espero, o segundo de muitos que estão por vir. O querer ‘mais’ volta. Com força total. Sem especificidades, somente mais e mais. Encaminho-me para o portão que dá acesso ao camarim. Seguranças barrando a passagem. Espero. Luto contra o pensamento negativo. Vai dar certo. E assim o dá. Entro pelo estreito corredor – será mesmo estreito? Naquele momento assim me pareceu -, e vejo mais uma porta. Agora só há aquela porta. Espero, espero, espero. Instantes que não param, mas que parecem parar. Chegou a minha vez. Entro. Não sei o que fazer, o que dizer. Palavras somem, textos ensaiados escorrem por entre os dedos. Os instantes, que até então estavam parados, correm. Voam. Meu tempo acaba e eu preciso sair daquela sala. É surreal. A ficha não caiu e, provavelmente, demorará muito a cair. Guarda-me apenas foto, vídeo, autógrafo e, o mais importante, lembranças. Relembro cada segundo que presenciei lá, ora envergonho-me, ora rio. Não importa. Só não quero esquecer nada. Sequer uma palavra, um riso, um gesto, um olhar. Quero manter vivo dentro de mim aquilo que tanto esperei. E assim o faço cada dia, cada hora que segue desde o show.
sábado, 14 de março de 2009
Nunca fui de paixonites ou amores passageiros. Ou melhor, nunca fui de paixões, paixonites, amores passageiros ou não. Talvez por ter lido e assistido tantas histórias, simplesmente desprezei a vida real. Tudo era pouco. Tudo é pouco.
Estranhos e não tão estranhos acham que é frieza, insensibilidade e até mesmo vergonha. Errados... Pelo menos quanto a ‘vergonha’. Acho que não teria problema nenhum em gostar, só me falta alguém para tal. Tá certo que nunca fui fã de contatos físicos, mas isso poderia mudar. Ou não poderia?
Medo do que vem acontecendo, medo do que vai acontecer. Ou do que não vai.
Estranhos e não tão estranhos acham que é frieza, insensibilidade e até mesmo vergonha. Errados... Pelo menos quanto a ‘vergonha’. Acho que não teria problema nenhum em gostar, só me falta alguém para tal. Tá certo que nunca fui fã de contatos físicos, mas isso poderia mudar. Ou não poderia?
Medo do que vem acontecendo, medo do que vai acontecer. Ou do que não vai.
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Ela me encantava. Vê-la rir, mesmo que não soubesse o assunto, me paralisava. Andava pela sala como quem tinha aquilo tudo nas mãos. Tinha sutileza, classe, elegância como ninguém. Mexia os cabelos com uma naturalidade nunca vista antes. E eu? Eu me odiava, odiava não ter coragem de falar com ela, odiava me sentir inferior a ela, odiava ensaiar frases ridículas na frente do espelho.
Todos os dias ela chegava ao colégio, e eu, tolo, a procurava com o olhar, preferia acreditar que ela também assim o fazia, mesmo sabendo que, provavelmente, o acaso se encarregava do encontro. Simples e maldito acaso. Não nos falávamos, mas já valia meu dia seu simples sorriso de canto. Logo depois o olhar era desviado. Das duas partes.
As aulas nem tinham mais graça, sentia-me obrigado a olhar para ela, e somente para ela. Suas reações, o modo com que colocava o lápis na boca quando pensava, o olhar perdido nas aulas mais entediantes, a virada de olho quando alguém a chamava. Estava vidrado, doente, obcecado. Precisava falar com ela, dar um oi que fosse. Enchi-me de coragem e, ao tocar o sinal, fui até ela, respirei fundo, enchi os pulmões de ar e, quando estava pronto para gaguejar poucas frases, seu celular tocou e, ao atender, ela disse: ‘Oi amor’.
A aula acabara e, com ela, todas as minhas esperançar também.
Todos os dias ela chegava ao colégio, e eu, tolo, a procurava com o olhar, preferia acreditar que ela também assim o fazia, mesmo sabendo que, provavelmente, o acaso se encarregava do encontro. Simples e maldito acaso. Não nos falávamos, mas já valia meu dia seu simples sorriso de canto. Logo depois o olhar era desviado. Das duas partes.
As aulas nem tinham mais graça, sentia-me obrigado a olhar para ela, e somente para ela. Suas reações, o modo com que colocava o lápis na boca quando pensava, o olhar perdido nas aulas mais entediantes, a virada de olho quando alguém a chamava. Estava vidrado, doente, obcecado. Precisava falar com ela, dar um oi que fosse. Enchi-me de coragem e, ao tocar o sinal, fui até ela, respirei fundo, enchi os pulmões de ar e, quando estava pronto para gaguejar poucas frases, seu celular tocou e, ao atender, ela disse: ‘Oi amor’.
A aula acabara e, com ela, todas as minhas esperançar também.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Eu queria aquilo. Eu queria ser aquilo! Significar aquilo. Ter a prioridade, o carinho, a ternura e a consideração. Por mais que tivesse o desejo e a vontade, não era o que procurava. Eu queria o amigo, não a pessoa. E isso eu não tinha. Nem talvez nunca viesse a ter. E o que tinha para me oferecer não me supria. Não, mesmo. Daquela forma não servia. De nada valia. A vontade e o desejo que, normalmente, é tão querido seria largado, desperdiçado. E não havia nada para ser feito que pudesse evitar. Seria assim e ponto final. Pior é a sensação que, involuntariamente, vem ao ver gestos de amizade com outras pessoas. Parece ser o que não é. Todos pensam que é, mas não é. E eu não ligo. Eu posso não saber ao certo o que quero, mas sei que não é o que tenho. Talvez nem seja o que eu dissera, talvez eu não queira nada. Ou tudo.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Gosto do simples, porém inteligente. Do inconstante consistente. Gosto do sorriso, seja de canto ou aberto, mas verdadeiro. Gosto de olhares, perdidos ou não, mas que digam algo. Gosto da vida vivida. Gosto de paixões vistas ou sentidas. Gosto de amores impossíveis ou não, puros ou não. Gosto de humor negro, sagaz. Gosto de silêncios falantes e significativos. Gosto de meias palavras que substituam frases completas. Gosto de indiretas diretas. Gostos de sutilezas objetivas. Gosto de frieza passional, impulsiva. Gosto de “A’s” que digam “B’s”. Gosto da incoerência coerente. Gosto de reações naturais, gentileza natural, comportamento natural, empolgação natural. Gosto de romances, dramas e comédias, principalmente quando juntas. Gosto de músicas que falem por si só. Gosto da felicidade quando interna e não externa. Gosto de choros de alegria, saudade, tristeza quando geram crescimento. Gosto de espontaneidade, de pôr do sol, da noite, rir de coisa alguma, de ouvir, de ficar sozinha ou bem acompanhada, gosto de gente incomum. Gosto.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Até onde a conduta é perfeita? Até onde não corremos para o perigo?
O não poder atiça, estimula. Isso me assusta. A vontade de ir em direção ao novo, ao erro pode ser muito maior do que a vontade de fazer tudo certo.
Não, não pode ser assim. Não pode! (Droga! Se pudesse seria tão mais fácil!... Afinal, se pudesse eu nem perderia meu tempo ocupando minha cabeça com tal assunto).
As coisas são como são, e assim devem permanecer. Simples assim.
Alguém me diz como situações tão bizarras podem acontecer com uma mesma pessoa?
Eu não entendo. Não mesmo. Parece que estão me testando, sempre me pondo a prova. Esperando qualquer impulso errado e, então, ter a certeza que não sou tão correta assim. Já digo: Não sou correta. A perfeita e virtuosa que faz a cabeça de tanta gente simplesmente não existe. Não mesmo, no entanto, ESSE ERRO eu não vou cometer. É além da minha capacidade de errar. É, sim.
O não poder atiça, estimula. Isso me assusta. A vontade de ir em direção ao novo, ao erro pode ser muito maior do que a vontade de fazer tudo certo.
Não, não pode ser assim. Não pode! (Droga! Se pudesse seria tão mais fácil!... Afinal, se pudesse eu nem perderia meu tempo ocupando minha cabeça com tal assunto).
As coisas são como são, e assim devem permanecer. Simples assim.
Alguém me diz como situações tão bizarras podem acontecer com uma mesma pessoa?
Eu não entendo. Não mesmo. Parece que estão me testando, sempre me pondo a prova. Esperando qualquer impulso errado e, então, ter a certeza que não sou tão correta assim. Já digo: Não sou correta. A perfeita e virtuosa que faz a cabeça de tanta gente simplesmente não existe. Não mesmo, no entanto, ESSE ERRO eu não vou cometer. É além da minha capacidade de errar. É, sim.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Ouvi dizer que só era triste quem queria...
O que é mais importante? Ser leal aos outros ou a você mesmo? Ou será que as duas opções andam, obrigatoriamente, juntas? Até que ponto você deve se meter, expor sua opinião quando você não está diretamente envolvida na situação? Não será provável que, ao tentar ajudar, tudo se vire contra você? É melhor estar no meio do fogo cruzado ou de um lado específico? É melhor sofrer pouco por cada um ou sofrer muito por alguém específico? Vale à pena descer do muro quando você não sabe quem está certo ou errado... Ou pior: Quando você acha que ninguém está completamente certo ou errado.
Eu não sei. Tenho o péssimo costume de me posicionar em tudo, exceto quando se trata de pessoas queridas. Aí não, ouço todas as partes, todos os lamentos, todas as opiniões. Ora concordo com um, ora com outro... No final vejo que ninguém está com a razão.
Temo. Temo por não saber o que fazer. Temo por resolver fazer a coisa errada. Temo por deixar de fazer a coisa certa. Temo não por mim. Pelo outros. Temo. E é só.
Eu não sei. Tenho o péssimo costume de me posicionar em tudo, exceto quando se trata de pessoas queridas. Aí não, ouço todas as partes, todos os lamentos, todas as opiniões. Ora concordo com um, ora com outro... No final vejo que ninguém está com a razão.
Temo. Temo por não saber o que fazer. Temo por resolver fazer a coisa errada. Temo por deixar de fazer a coisa certa. Temo não por mim. Pelo outros. Temo. E é só.
Assinar:
Comentários (Atom)