quarta-feira, 29 de abril de 2009

Até os erros já parecem ter sentido...

Que o medo e a insegurança se transformem certeza. Que esse temor de hoje, seja a confirmação de que valeu à pena todo o esforço e toda a dúvida. Que eu não me arrependa de ser tão teimosa em relação ao que acredito. Que não seja decepcionante toda a idéia criada de algo que eu nem mesmo sei se conseguirei ser. Que, com esforço, seja despertado um dom. Dom o qual até hoje não vi. Que eu possa, no final, dizer a todos que não acreditavam: Eu quis e eu sou. Que eu não tenha, já sem caminhos, como única opção voltar atrás e seguir antigos conselhos. Que a experiência não conte. E que a paixão prevaleça.

A opção não pode mais ser mudada. Não quero. Agora é seguir em frente e ver no que dá.

domingo, 26 de abril de 2009

Dá preguiça de explicar...

O dia passa. A vida também. As únicas mudanças são, ora folhas das árvores caindo, ora as mesmas balançando com o vento, ora flores ressurgindo. Além disso, a monotonia toma conta. Não lá fora, onde o rio segue seu curso, na mesma agitação de costume. Mas sim a monotonia interna, onde sentimentos permanecem inalterados, ainda que confusos, inalterados. O turbilhão de novas informações dá impulsos, mas que, com atitudes seguintes, são logo controlados e esquecidos. O dia passa. Palavras pronunciadas atiçam o emocional, mas a racionalidade o para. Mais um dia passa. Cenas vistas de fora esmagam por vez qualquer sobra que poderia restar. O dia passa. O dia está passando...




... Saudade de sentir...

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Se tudo passa depressa, só o que é novo interessa.

A palavra é a arma que mais me atinge. Pequenas frases tomam proporções enormes ditas para mim, principalmente quando não correspondem às atitudes posteriores. Talvez por isso o cuidado de medir palavras, intenções e tentar, ao máximo, não dimensionar sentimentos. Que direito tenho eu de ser leviana com um terceiro? Talvez por isso o medo de confiar segredos em pessoas. Como saber se elas saberão ou não lidar com as palavras que lhes confiei? Não se sabe. O jeito é confiar. Ou não. Acho que fico com a segunda opção. Motivos para pensar assim? Suponho que não... Mas nunca se sabe o que se passa no nosso inconsciente, não é? O jeito é levar a vida. Ou melhor: Deixar que sejamos levados por ela. Espero que dê em algum lugar.






Só enxergo o que eu não posso ter
Mas se qualquer dia eu conseguir
Vai perder a cor, desaparecer
Como tudo que me fez feliz.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Minhas raízes estão no ar, minha casa é qualquer lugar...

Por que essa maldita mania de querer ver sentido nas coisas? Por que não somente aproveitar momentos, oportunidades sem pensar no depois? Por que essa mania de ponderar tudo e todos, inclusive a mim?
Exigências, cobranças, morais, certos e errados me cansam. Principalmente quando vêm de mim para mim.
Torço para que isso, no final, valha à pena.
Agora é hora de focar, direcionar no que eu quero, pôr (ou 'por'?) metas, seguir em frente e me diferenciar. E, mais importante, conseguir. Caso contrário, tudo em vão.



... Se depender de mim eu vou até o fim!

domingo, 5 de abril de 2009

Se eu não posso ter, eu fico imaginando...

Divido-me entre certos e errados. Entre ‘quereres’ e deveres. Divido-me até mesmo entre quereres, ora quero algo e no momento seguinte repudio com todas as minhas forças. Ora o que me faz sorrir me aflige. E assim dias passam, anos se perdem e nada tenho de concreto a acrescentar. Perco-me em pensamentos, em acontecimentos que quase foram postos em prática, em vontades que ficaram esquecidas, em palavras que ficaram por dizer, porém o silêncio permaneceu. E assim sigo, não de passos em passos, mas de sonhos em sonhos. Espero que um dia isso mude.