- É que ela precisa de alguém que esteja ali por ela.
'Todo mundo precisa. Uns não demonstram, mas, no fim, todos precisam. Inclusive eu.'
- É, precisa mesmo. Esteja ali por ela.
...
Cinco minutos depois, constatei que o conselho foi levado ao pé da letra.
Hehe =B
quinta-feira, 21 de maio de 2009
sexta-feira, 15 de maio de 2009
'Sim, ela disse isso.'
'Hm...'
'Achei que ficarias feliz.'
'Eu 'tô feliz.'
'Ahn...'
...
'Eu não 'tô bem.'
'Bebeu demais, é?'
'Não, não é por isso. É quer... Deixa pra lá.'
'Hm... Não quer falar...'
'É melhor que eu não fale...'
'... Então 'tá...'
Silêncio.
'Já vou embora.'
'Já?'
'Sim. Beijo, tchau.'
'Vem aqui.'
'Não.'
'Por quê?'
'Porque não.'
Ele levantou-se e a puxou. Abraçaram-se e puderam, assim, respirar aliviados.
'Te amo.'
'Eu também te amo.'
O telefone tocou.
'Deve ser ela.'
'É, é sim.'
Tocou novamente.
'Atenda. Eu vou embora.'
Foi.
'Hm...'
'Achei que ficarias feliz.'
'Eu 'tô feliz.'
'Ahn...'
...
'Eu não 'tô bem.'
'Bebeu demais, é?'
'Não, não é por isso. É quer... Deixa pra lá.'
'Hm... Não quer falar...'
'É melhor que eu não fale...'
'... Então 'tá...'
Silêncio.
'Já vou embora.'
'Já?'
'Sim. Beijo, tchau.'
'Vem aqui.'
'Não.'
'Por quê?'
'Porque não.'
Ele levantou-se e a puxou. Abraçaram-se e puderam, assim, respirar aliviados.
'Te amo.'
'Eu também te amo.'
O telefone tocou.
'Deve ser ela.'
'É, é sim.'
Tocou novamente.
'Atenda. Eu vou embora.'
Foi.
domingo, 10 de maio de 2009
É interessante como frases que deveriam doer, ditas de forma errada, podem tranqüilizar uma mente perturbada, quando faladas ao acaso. Foi uma dessas que me pegou poucos minutos atrás. Podia ter m impacto forte e abalar profundamente, no entanto, só fez bem. Colocou um ponto final. Sem conversas, brigas, verdades. Facilitou. É por isso que gosto de jogar conversa fora.
Ps: Acho que ando um pouco carente de atenção e desconto no blog. =B
Ps: Acho que ando um pouco carente de atenção e desconto no blog. =B
Na confusão do dia-dia, no sufoco de uma dúvida, na dor de qualquer coisa...
Casa de vó. Sempre tão cheio de memórias, lembranças... Nunca é só uma casa. Ali estão impregnados momentos que você viveu, momentos que seu pai, tios, primos viveram. As paredes cheias de retratos, a pilha de álbuns de fotografias cada vez maior, ano após ano. A mesma toalha figurando cada Natal, cada aniversário. A nostalgia se faz presente, a todo instante. O sofá em que ficamos, como de costume, conversando bobagens. Os mais velhos ficam ao redor da mesa a discutir ou relembrar fatos de outrora. Alguns se vão, e logo são repostos por crianças. Os filhos dos netos. O mais impressionante é a capacidade de adaptação que vejo nos pobres velhinhos, que tanto já sofreram, mas ali estão, felizes e sorridentes. Já foram postos à prova inúmeras vezes, no entanto, a inocência e a alegria ainda se fazem presentes, ora numa brincadeira com a bisneta, ora ao citar fatos – tristes – passados, com uma aparente normalidade. Não sei quantas vezes já estive lá, mas só hoje reparei em tantos detalhes. Fiquei um pouco melancólica. Porém, uma melancolia feliz.
sábado, 9 de maio de 2009
Uma palavra escrita a lápis: Eternidades da semana!
As palavras só têm sentidos quando tocam, quando mexem, quando perturbam. Uma canção ou uma história só cumpre sua função quando te faz pensar, sorrir, chorar. As mil possibilidades de entendimento fazem com que uma mesma frase atinja de diferentes modos diferentes pessoas. O que me encanta não é o que é dito, e sim o que quer dizer e não diz. A palavra mais importante não é a que está presente, mas sim a que se faz presente. Mais presente do que qualquer outra, justamente por não estar ali, explícita. Ela se faz presente e se faz essencial.
Gosto da palavra verdadeira. Que confunde, e não explica. Que alegra, que entristece, que tem como conseqüência o silêncio Que causa impacto, e não passa despercebida. Que se difere das outras pela intenção, pelo choque sutil que causa. É a ambigüidade que me fascina. O poder de dizer frases inteiras, quando juntas com olhares, sorrisos e gestos. A densidade que elas podem ter, quando bem aplicadas. Invejo quem sabe usá-las. Mais do que qualquer outra coisa.
Agora que você parece não ligar
Que já não pensa e já não quer pensar
Dizendo que não sente nada
Estou lembrando menos de você
Falta pouco pra me convencer
Que sou a pessoa errada.
Gosto da palavra verdadeira. Que confunde, e não explica. Que alegra, que entristece, que tem como conseqüência o silêncio Que causa impacto, e não passa despercebida. Que se difere das outras pela intenção, pelo choque sutil que causa. É a ambigüidade que me fascina. O poder de dizer frases inteiras, quando juntas com olhares, sorrisos e gestos. A densidade que elas podem ter, quando bem aplicadas. Invejo quem sabe usá-las. Mais do que qualquer outra coisa.
Agora que você parece não ligar
Que já não pensa e já não quer pensar
Dizendo que não sente nada
Estou lembrando menos de você
Falta pouco pra me convencer
Que sou a pessoa errada.
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Outro amor não quero ter além daquele que sonhei.
Ele a admirava. Algo nela o fascinava. Algo que eu não sabia dizer, ao certo, o que era. Mas ali estava. Sabia que reclamar não adiantaria e, por isso, tentava de todas as formas prender sua atenção em mim, caso contrário, ele não se manteria frio e distante, como vinha tentando. Cada vez que os via juntos, sentia uma certa inveja. Não pelo que ela tinha, até porque ela não tinha nada, mas uma inveja de seu poder de escolha. Poder de, a qualquer momento, mudar a história por completo. Inveja também por ela não querer mudar tudo. Por ela preferir ocultar, disfarçar e normalizar algo que nada a beneficiava. Tinha uma bondade maliciosa. Sabia exatamente até onde ir para provocar e depois recuava. Talento incrível. Talento esse que eu não tinha.
As feições dele ao ver o sorriso dela, me incomodavam. Era bobo e feliz. Nunca vira aquele olhar para mim, e acho que nunca verei.
- Oi, amor. – Ele disse, acordando-me.
- Oi.
- Que saudade.
Beijou-me.
- Muitas – Disse. – Onde você estava?
- Er... Lugar nenhum.
Nesse momento, ela entrara pela sala. Nitidamente confusa e perturbada.
As feições dele ao ver o sorriso dela, me incomodavam. Era bobo e feliz. Nunca vira aquele olhar para mim, e acho que nunca verei.
- Oi, amor. – Ele disse, acordando-me.
- Oi.
- Que saudade.
Beijou-me.
- Muitas – Disse. – Onde você estava?
- Er... Lugar nenhum.
Nesse momento, ela entrara pela sala. Nitidamente confusa e perturbada.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
No tittle.
- Desculpa, mas eu não quero servir de suporte para ti agüentar as tuas insatisfações. – Disse ela, soltando-se dos braços dele.
- Não é isso que eu te considero. – Disse ele.
- Mas é isso que eu sou. A escolha foi tua. E tu tens que estar contente com ela. Pelo menos suportá-la. Ou então muda. – Disse, seca.
- Eu não tenho outras escolhas. Ou tenho?
- Todo mundo tem uma segunda escolha. Nem que seja o ‘nada’.
- O nada eu não quero.
- Bom, então já te decidiste.
- É, acho que sim.
- Ótimo.
O silencio durou por alguns minutos.
- Bom, eu vou embora. Você vem? – Ela perguntou.
- Ér... Eu não posso, tenho que esperar a...
- ... Tudo bem, eu entendi. Tchau.
E virou-se. Não se sentia triste. Na verdade sequer sabia como se sentia. Mas era uma sensação estranha, nova. Talvez orgulho ferido por ter ‘perdido’ algo que nunca quis, mas que sempre esteve na sua mão.
Enquanto refletia sobre o assunto, caminhou para casa, quando um grito lhe chamou a atenção.
- Hei! Espera!
Ela virou-se. Era ele. A sensação de satisfação voltou. Ainda o tinha nas mãos. Mesmo que não o quisesse, tinha.
- Vamos pra casa? – Disse ele, sorrindo.
Ela sorriu como resposta. Ele passou os braços em volta dela e eles foram embora juntos.
- Não é isso que eu te considero. – Disse ele.
- Mas é isso que eu sou. A escolha foi tua. E tu tens que estar contente com ela. Pelo menos suportá-la. Ou então muda. – Disse, seca.
- Eu não tenho outras escolhas. Ou tenho?
- Todo mundo tem uma segunda escolha. Nem que seja o ‘nada’.
- O nada eu não quero.
- Bom, então já te decidiste.
- É, acho que sim.
- Ótimo.
O silencio durou por alguns minutos.
- Bom, eu vou embora. Você vem? – Ela perguntou.
- Ér... Eu não posso, tenho que esperar a...
- ... Tudo bem, eu entendi. Tchau.
E virou-se. Não se sentia triste. Na verdade sequer sabia como se sentia. Mas era uma sensação estranha, nova. Talvez orgulho ferido por ter ‘perdido’ algo que nunca quis, mas que sempre esteve na sua mão.
Enquanto refletia sobre o assunto, caminhou para casa, quando um grito lhe chamou a atenção.
- Hei! Espera!
Ela virou-se. Era ele. A sensação de satisfação voltou. Ainda o tinha nas mãos. Mesmo que não o quisesse, tinha.
- Vamos pra casa? – Disse ele, sorrindo.
Ela sorriu como resposta. Ele passou os braços em volta dela e eles foram embora juntos.
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Há sempre a pequena chance do impossível rolar...
Os olhares se cruzam. O tempo para. Tudo ao redor acontece mais lentamente, ou melhor, não acontece. Os dois sabem que devem desviar seus focos e continuar seus afazeres, no entanto, o instinto de permanecer ali, contemplando a impossível, mas muito querida possibilidade de, um dia, ao se verem, poderem correr para os braços um do outro, se sobrepõe ao dever. Um sorriso meio que de canto começa a surgir no rosto dela, que, já sem graça com a situação, fica vermelha. Ele sorri com a timidez da garota. Uma expressão melancólica surge em ambos. A consciência de que a culpa por terem que fingir tamanha indiferença é inteiramente deles. O medo e a insegurança os fizeram desistir. Desistir de, um dia, existirem como um.
Os segundos passam, até que a namorada dele o chama, e lhe pergunta algo que não faria a menor importância. Os dois desviam seus olhares e voltam a fazer qualquer coisa que, antes, os distraía. A vida segue, não é mesmo?
... Soterrar o mundo com uma avalanche, só pra que possa sobrar apenas eu e você!
Os segundos passam, até que a namorada dele o chama, e lhe pergunta algo que não faria a menor importância. Os dois desviam seus olhares e voltam a fazer qualquer coisa que, antes, os distraía. A vida segue, não é mesmo?
... Soterrar o mundo com uma avalanche, só pra que possa sobrar apenas eu e você!
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