domingo, 10 de maio de 2009

Na confusão do dia-dia, no sufoco de uma dúvida, na dor de qualquer coisa...

Casa de vó. Sempre tão cheio de memórias, lembranças... Nunca é só uma casa. Ali estão impregnados momentos que você viveu, momentos que seu pai, tios, primos viveram. As paredes cheias de retratos, a pilha de álbuns de fotografias cada vez maior, ano após ano. A mesma toalha figurando cada Natal, cada aniversário. A nostalgia se faz presente, a todo instante. O sofá em que ficamos, como de costume, conversando bobagens. Os mais velhos ficam ao redor da mesa a discutir ou relembrar fatos de outrora. Alguns se vão, e logo são repostos por crianças. Os filhos dos netos. O mais impressionante é a capacidade de adaptação que vejo nos pobres velhinhos, que tanto já sofreram, mas ali estão, felizes e sorridentes. Já foram postos à prova inúmeras vezes, no entanto, a inocência e a alegria ainda se fazem presentes, ora numa brincadeira com a bisneta, ora ao citar fatos – tristes – passados, com uma aparente normalidade. Não sei quantas vezes já estive lá, mas só hoje reparei em tantos detalhes. Fiquei um pouco melancólica. Porém, uma melancolia feliz.

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