sexta-feira, 8 de maio de 2009

Outro amor não quero ter além daquele que sonhei.

Ele a admirava. Algo nela o fascinava. Algo que eu não sabia dizer, ao certo, o que era. Mas ali estava. Sabia que reclamar não adiantaria e, por isso, tentava de todas as formas prender sua atenção em mim, caso contrário, ele não se manteria frio e distante, como vinha tentando. Cada vez que os via juntos, sentia uma certa inveja. Não pelo que ela tinha, até porque ela não tinha nada, mas uma inveja de seu poder de escolha. Poder de, a qualquer momento, mudar a história por completo. Inveja também por ela não querer mudar tudo. Por ela preferir ocultar, disfarçar e normalizar algo que nada a beneficiava. Tinha uma bondade maliciosa. Sabia exatamente até onde ir para provocar e depois recuava. Talento incrível. Talento esse que eu não tinha.
As feições dele ao ver o sorriso dela, me incomodavam. Era bobo e feliz. Nunca vira aquele olhar para mim, e acho que nunca verei.
- Oi, amor. – Ele disse, acordando-me.
- Oi.
- Que saudade.
Beijou-me.
- Muitas – Disse. – Onde você estava?
- Er... Lugar nenhum.
Nesse momento, ela entrara pela sala. Nitidamente confusa e perturbada.

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