sexta-feira, 27 de março de 2009
'Você é aquela mulher escondida nas letras de tantas canções...'
Tensão, expectativa, dias caindo na folha do calendário, horas a fio, minutos contados, segundos que parecem eternidades. Assim foram os últimos 40 dias – 39, para ser específica. O medo da decepção também estava lá, porém em vão, já que não houve decepção alguma. Todas as expectativas atingidas e até mesmo superadas. No entanto, sempre existe a vontade de mais. Mais minutos, mais palavras, mais olhares, mais sorrisos, mais. E isso nada vai suprir ou saciar. Acaba o show. ‘Só’ aquilo já valeu à pena. Foi único, especial e, assim espero, o segundo de muitos que estão por vir. O querer ‘mais’ volta. Com força total. Sem especificidades, somente mais e mais. Encaminho-me para o portão que dá acesso ao camarim. Seguranças barrando a passagem. Espero. Luto contra o pensamento negativo. Vai dar certo. E assim o dá. Entro pelo estreito corredor – será mesmo estreito? Naquele momento assim me pareceu -, e vejo mais uma porta. Agora só há aquela porta. Espero, espero, espero. Instantes que não param, mas que parecem parar. Chegou a minha vez. Entro. Não sei o que fazer, o que dizer. Palavras somem, textos ensaiados escorrem por entre os dedos. Os instantes, que até então estavam parados, correm. Voam. Meu tempo acaba e eu preciso sair daquela sala. É surreal. A ficha não caiu e, provavelmente, demorará muito a cair. Guarda-me apenas foto, vídeo, autógrafo e, o mais importante, lembranças. Relembro cada segundo que presenciei lá, ora envergonho-me, ora rio. Não importa. Só não quero esquecer nada. Sequer uma palavra, um riso, um gesto, um olhar. Quero manter vivo dentro de mim aquilo que tanto esperei. E assim o faço cada dia, cada hora que segue desde o show.
sábado, 14 de março de 2009
Nunca fui de paixonites ou amores passageiros. Ou melhor, nunca fui de paixões, paixonites, amores passageiros ou não. Talvez por ter lido e assistido tantas histórias, simplesmente desprezei a vida real. Tudo era pouco. Tudo é pouco.
Estranhos e não tão estranhos acham que é frieza, insensibilidade e até mesmo vergonha. Errados... Pelo menos quanto a ‘vergonha’. Acho que não teria problema nenhum em gostar, só me falta alguém para tal. Tá certo que nunca fui fã de contatos físicos, mas isso poderia mudar. Ou não poderia?
Medo do que vem acontecendo, medo do que vai acontecer. Ou do que não vai.
Estranhos e não tão estranhos acham que é frieza, insensibilidade e até mesmo vergonha. Errados... Pelo menos quanto a ‘vergonha’. Acho que não teria problema nenhum em gostar, só me falta alguém para tal. Tá certo que nunca fui fã de contatos físicos, mas isso poderia mudar. Ou não poderia?
Medo do que vem acontecendo, medo do que vai acontecer. Ou do que não vai.
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