Ela me encantava. Vê-la rir, mesmo que não soubesse o assunto, me paralisava. Andava pela sala como quem tinha aquilo tudo nas mãos. Tinha sutileza, classe, elegância como ninguém. Mexia os cabelos com uma naturalidade nunca vista antes. E eu? Eu me odiava, odiava não ter coragem de falar com ela, odiava me sentir inferior a ela, odiava ensaiar frases ridículas na frente do espelho.
Todos os dias ela chegava ao colégio, e eu, tolo, a procurava com o olhar, preferia acreditar que ela também assim o fazia, mesmo sabendo que, provavelmente, o acaso se encarregava do encontro. Simples e maldito acaso. Não nos falávamos, mas já valia meu dia seu simples sorriso de canto. Logo depois o olhar era desviado. Das duas partes.
As aulas nem tinham mais graça, sentia-me obrigado a olhar para ela, e somente para ela. Suas reações, o modo com que colocava o lápis na boca quando pensava, o olhar perdido nas aulas mais entediantes, a virada de olho quando alguém a chamava. Estava vidrado, doente, obcecado. Precisava falar com ela, dar um oi que fosse. Enchi-me de coragem e, ao tocar o sinal, fui até ela, respirei fundo, enchi os pulmões de ar e, quando estava pronto para gaguejar poucas frases, seu celular tocou e, ao atender, ela disse: ‘Oi amor’.
A aula acabara e, com ela, todas as minhas esperançar também.
sábado, 28 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Eu queria aquilo. Eu queria ser aquilo! Significar aquilo. Ter a prioridade, o carinho, a ternura e a consideração. Por mais que tivesse o desejo e a vontade, não era o que procurava. Eu queria o amigo, não a pessoa. E isso eu não tinha. Nem talvez nunca viesse a ter. E o que tinha para me oferecer não me supria. Não, mesmo. Daquela forma não servia. De nada valia. A vontade e o desejo que, normalmente, é tão querido seria largado, desperdiçado. E não havia nada para ser feito que pudesse evitar. Seria assim e ponto final. Pior é a sensação que, involuntariamente, vem ao ver gestos de amizade com outras pessoas. Parece ser o que não é. Todos pensam que é, mas não é. E eu não ligo. Eu posso não saber ao certo o que quero, mas sei que não é o que tenho. Talvez nem seja o que eu dissera, talvez eu não queira nada. Ou tudo.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Gosto do simples, porém inteligente. Do inconstante consistente. Gosto do sorriso, seja de canto ou aberto, mas verdadeiro. Gosto de olhares, perdidos ou não, mas que digam algo. Gosto da vida vivida. Gosto de paixões vistas ou sentidas. Gosto de amores impossíveis ou não, puros ou não. Gosto de humor negro, sagaz. Gosto de silêncios falantes e significativos. Gosto de meias palavras que substituam frases completas. Gosto de indiretas diretas. Gostos de sutilezas objetivas. Gosto de frieza passional, impulsiva. Gosto de “A’s” que digam “B’s”. Gosto da incoerência coerente. Gosto de reações naturais, gentileza natural, comportamento natural, empolgação natural. Gosto de romances, dramas e comédias, principalmente quando juntas. Gosto de músicas que falem por si só. Gosto da felicidade quando interna e não externa. Gosto de choros de alegria, saudade, tristeza quando geram crescimento. Gosto de espontaneidade, de pôr do sol, da noite, rir de coisa alguma, de ouvir, de ficar sozinha ou bem acompanhada, gosto de gente incomum. Gosto.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Até onde a conduta é perfeita? Até onde não corremos para o perigo?
O não poder atiça, estimula. Isso me assusta. A vontade de ir em direção ao novo, ao erro pode ser muito maior do que a vontade de fazer tudo certo.
Não, não pode ser assim. Não pode! (Droga! Se pudesse seria tão mais fácil!... Afinal, se pudesse eu nem perderia meu tempo ocupando minha cabeça com tal assunto).
As coisas são como são, e assim devem permanecer. Simples assim.
Alguém me diz como situações tão bizarras podem acontecer com uma mesma pessoa?
Eu não entendo. Não mesmo. Parece que estão me testando, sempre me pondo a prova. Esperando qualquer impulso errado e, então, ter a certeza que não sou tão correta assim. Já digo: Não sou correta. A perfeita e virtuosa que faz a cabeça de tanta gente simplesmente não existe. Não mesmo, no entanto, ESSE ERRO eu não vou cometer. É além da minha capacidade de errar. É, sim.
O não poder atiça, estimula. Isso me assusta. A vontade de ir em direção ao novo, ao erro pode ser muito maior do que a vontade de fazer tudo certo.
Não, não pode ser assim. Não pode! (Droga! Se pudesse seria tão mais fácil!... Afinal, se pudesse eu nem perderia meu tempo ocupando minha cabeça com tal assunto).
As coisas são como são, e assim devem permanecer. Simples assim.
Alguém me diz como situações tão bizarras podem acontecer com uma mesma pessoa?
Eu não entendo. Não mesmo. Parece que estão me testando, sempre me pondo a prova. Esperando qualquer impulso errado e, então, ter a certeza que não sou tão correta assim. Já digo: Não sou correta. A perfeita e virtuosa que faz a cabeça de tanta gente simplesmente não existe. Não mesmo, no entanto, ESSE ERRO eu não vou cometer. É além da minha capacidade de errar. É, sim.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Ouvi dizer que só era triste quem queria...
O que é mais importante? Ser leal aos outros ou a você mesmo? Ou será que as duas opções andam, obrigatoriamente, juntas? Até que ponto você deve se meter, expor sua opinião quando você não está diretamente envolvida na situação? Não será provável que, ao tentar ajudar, tudo se vire contra você? É melhor estar no meio do fogo cruzado ou de um lado específico? É melhor sofrer pouco por cada um ou sofrer muito por alguém específico? Vale à pena descer do muro quando você não sabe quem está certo ou errado... Ou pior: Quando você acha que ninguém está completamente certo ou errado.
Eu não sei. Tenho o péssimo costume de me posicionar em tudo, exceto quando se trata de pessoas queridas. Aí não, ouço todas as partes, todos os lamentos, todas as opiniões. Ora concordo com um, ora com outro... No final vejo que ninguém está com a razão.
Temo. Temo por não saber o que fazer. Temo por resolver fazer a coisa errada. Temo por deixar de fazer a coisa certa. Temo não por mim. Pelo outros. Temo. E é só.
Eu não sei. Tenho o péssimo costume de me posicionar em tudo, exceto quando se trata de pessoas queridas. Aí não, ouço todas as partes, todos os lamentos, todas as opiniões. Ora concordo com um, ora com outro... No final vejo que ninguém está com a razão.
Temo. Temo por não saber o que fazer. Temo por resolver fazer a coisa errada. Temo por deixar de fazer a coisa certa. Temo não por mim. Pelo outros. Temo. E é só.
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