segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Podia ser incrível, podia ser nós dois, podia ser verdade... Não leve a mal.

Inspiração. Pessoas, risos, sorrisos. Palavras quase palpáveis saindo da ponta da caneta direto para o papel, tomando formas e invadindo cada minúscula parte do meu ser. Meias palavras transformam-se em frases sem sentidos que beiram a insanidade e provocam um surto. Um momento de plenitude.
Vida, sonho, vontade. Sonhos tangenciam a realidade, de forma brusca e direta. Fogo, paixão, descontrole. O impulso de arriscar tudo se torna quase insuportável, assim como o desejo de ser, de ter, de estar. Chuva, liberdade, amor. A mais pura demonstração de felicidade. Inspiração.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Os olhos inchados e o rosto vermelho entregavam as horas passadas, enquanto o sorriso forçado buscava – em vão – disfarçar. Cabeças viravam enquanto passava por entre a multidão. Ouvia por todos os lados ‘O que aconteceu?’, porém nada respondia.
...
...
Ele chegara. As pernas tremiam, o coração palpitava no peito, palavras ensaiadas sumiam, assim como o ar. Sorriu, sorriso este que me perturbava. Naquele momento, percebi que tal imagem traduzia a verdade felicidade. A minha verdadeira felicidade.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

continuo a odiar títulos para redações, beijos.

Muito me lembro daquele dia. Amigos insistindo para que eu fosse à tal festa que, segundo eles, seria imperdível e eu, ainda deslumbrado com minha realidade bastante satisfatória para a época - e para meus 23 anos -, fui e fiz questão de dar carona a eles (descarada intenção de aparecer com o carro que acabara de lançar; e eu, de comprar).
Ao chegar na festa, uma garota logo me chamou a atenção e, em minha doce ilusão, ela não me seria difícil. Durante todo o tempo em que estive lá, nem um segundo sequer olhou para mim, até que algo parecido com seu namorado chegou. Aquilo mexeu com minha auto estima, no entanto, não o bastante para me fazer desisti. Esperei que ele se afastasse dela e me aproximei. A indiferença permaneceu, com sorrisos de canto, superficialidade dos assuntos e desvios de olhares. Resolvi que era hora de adotar outro método: Aparecer-me com o que considerava mais atrativo, o carro.
Seu companheiro não voltava e me senti à vontade em chamá-la para um passeio. Ela nem por um minuto considerou a hipótese ou se entusiasmou com a possibilidade de andar no carro, até então, mais cobiçado por todos - fato que nunca acontecera com mulher nenhuma. Aquilo fez com que, não só perdesse a paciência, como também me achasse no direito de tirar satisfações:
- Diga o que é que ele tem que eu não posso ter? Vamos, diga.
Ela, numa só palavra, acabou com qualquer resto de auto estima que sobrara:
- Eu.
E desde então meu senso crítico foi criado.