quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

- Que queres? Que admita que te amo mais que a mim? Pois digo, amo sim. Ter-te tão próximo e, ao mesmo tempo, tão distante é quase insuportável.
- Então por que me tratas dessa forma?
- Achas que é fácil estar junto a ti, tratar-te com carinho e não declarar-me como único e exclusivo amor? Sofreria muito mais assim. Prefiro distanciar-me e evitar ao máximo estes momentos sós.
- Queres então pôr um fim definitivo? Queres realmente afastar-se de mim e matar este sentimento que afirmas possuir?
- Matar isto que me corrói por dentro é tudo que mais quero. Mas sei que jamais o conseguirei, portanto, satisfaço-me em atenuá-lo.
- Pois eu prefiro o caos, as brigas a esta indiferença.
- Não deixe ainda mais difícil essa convivência, por favor.
- Tudo bem, acho que posso me adequar a sua nova maneira de conduzir este matrimônio.
- Sempre foste tu quem conduziste. Eu somente obedeço.
- Não mais.
Deu passos em direção a ele, estendeu-lhe o braço, aproximou-se sua fronte a dele.
- Boa noite.
E seus lábios, ainda que frios, tocaram-se levemente para, logo em seguida, se afastarem.
- Boa noite. – Retribuiu.
Ela deixou a sala, em passos rápidos. Ele desabou em sua poltrona e respirou, enfim, aliviado.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

A ironia é algo que faz parte de mim, não nego. Todavia, hoje está ainda mais aguçada, portanto, não se assustem.
Encanta-me amores superados em 30 longos e sofridos dias. Acho fantástica a capacidade de pôr sinceridade em palavras falsas e admiro demais filas. Sim, filas. ‘Ah, eu prefiro esse, mas fulano é o segundo de que mais gosto’. E pior: Choco-me em ter de lidar com naturalidade e simplesmente ignorar o fato de distribuirem senhas a pessoas. A medida que um relacionamento se esgota, buscam o número dois, três, etc.
Concordo que a visão romântica já não tem mais espaço nesse mundo de relações caóticas e superficiais, porém me é impossível ser diferente. A essência que me compõe repudia essa indiferença acobertada. Sim, isso nada mais pode ser, além de indiferença. Indiferença com pessoas, sentimentos, desejos. Necessitam enxertos para preencher seus vazios. Corta-se aqui, emenda acolá. Dá—se um jeito.
É como se tornar menos seletiva somente por não ter nada em mãos. É frio, é distante, é cruel. Consigo e com terceiros.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Não temo a solidão. O que mais me preocupa é entrar nela como outrora. Lutei muito para sair, ainda que pouco, da camada espessa em que me encontrava. E pior: Gostava. Camada essa que deixava de ser acessório extra e já se tornava parte integrante de mim. Devagar, fui polindo e tangindo. Não é o suficiente, mas, para mim, já é até demais. A vulnerabilidade não me cai bem. Nunca caiu. Há quem chame de frieza. Enganam-se. É até o contrário: É emoção demais. É vontade de tê-la na sua forma mais rude, mais primitiva. Nada me surpreende, ou melhor, pessoas não me surpreendem. Também, quisera... Cada vez mais me convenço que o senso comum não me pertence. A comodidade de relações frias, as falsas declarações dadas às segundas, terceiras, quartas opções, a indiferença com almas e a excessiva importância com corpos. Corpos vazios, mentes vazias, pseudo-romances vazios.
Enquanto isso, continuo cada vez mais distante de compreender o que se passa na cabeça de indivíduos ocos. Acho até mesmo que não passa nada. Ou talvez não seja tão simples, talvez seja mais complicado entender o que os leva a acordar todos os dias do que os outros, ditos incompreensíveis. Nada importa, já que jamais saberei – assim espero.
Poetas, deem-me suas aparentes ‘falta de lucidez’. É o que me falta para ver tudo com a clareza que sempre quis.

Osasco x Rio

Expectativas de ‘jogaço’... Cinco sets garantidos. E assim foi, pelo menos na última parte.
Osasco entrou com a formação que, ultimamente, vem sendo frequente: Tiemi, Jaque, Sassá, Thaisa, Adenísia, Natália e Brait. A primeira começou bem, regular, competente. Titular absoluta se não fosse o calor – que, na hora, ultrapassava os 40° C – para tirá-la da posição. Entrou Carol, que não fez feio. Jaqueline começou regular, teve horas de luz na metade do jogo e, dali para adiante, só despencou. Terminou o quarto set com um toco, causado pela meio reserva do Rio e começou o quinto set no mesmo passo. Ironicamente, fechou o jogo com um belo ataque. Quanto ao fundo de quadra, impecável, na imensa maioria das vezes. Sassá, apagada, logo foi substituída por Taís (irregular nas recepções e nada brilhante nos outros fundamentos), voltou no fim, um pouco melhor, concluindo alguns ataques. Thaísa figurou os quatro primeiros sets e, no quinto, apareceu com importantes – e decisivas -finalizações. Adenísia mostrou garra e disposição do início ao fim. Parabéns. Brait, como sempre, regular. Agora, Natália sim mostrou a que veio e decidiu o jogo com competência e coragem. Chamou o jogo para si e não fez feio. Com 34 pontos, levou Osasco a vitória.
Rio entrou bem, ganhou o primeiro set e, aos poucos, se desmontou – literalmente. Terminou o jogo com quatro das sete que o iniciaram. Bernardinho, desde o início, não se entendia com Lins e, já no meio, chamou a reserva (Camila Adão) para substituí-la. A meio titular (na verdade, estava no lugar de Gattaz, lesionada) caiu dura, depois de uma torção e teve que dar lugar a jovem Mara, de apenas 18 anos. A menina não fez feio e até bloqueou algumas bolas. Regiane quinou ao passo que Jaqueline levava toco. Irregular aos extremos. Saiu de quadra para que Michelle entrasse. Fabiana não foi percebida em quadra. Nada a comentar. Fabi tentou, mas não conseguiu mudar o resultado. Ao fim, Erika e Michelle deram um ritmo relativamente bom a equipe, chegando ao quinto set disputadíssimo.
Para terminar, num duelo entre Paulistas e Cariocas, a equipe de Osasco levou a melhor.
Parabéns, Osasco.