A ironia é algo que faz parte de mim, não nego. Todavia, hoje está ainda mais aguçada, portanto, não se assustem.
Encanta-me amores superados em 30 longos e sofridos dias. Acho fantástica a capacidade de pôr sinceridade em palavras falsas e admiro demais filas. Sim, filas. ‘Ah, eu prefiro esse, mas fulano é o segundo de que mais gosto’. E pior: Choco-me em ter de lidar com naturalidade e simplesmente ignorar o fato de distribuirem senhas a pessoas. A medida que um relacionamento se esgota, buscam o número dois, três, etc.
Concordo que a visão romântica já não tem mais espaço nesse mundo de relações caóticas e superficiais, porém me é impossível ser diferente. A essência que me compõe repudia essa indiferença acobertada. Sim, isso nada mais pode ser, além de indiferença. Indiferença com pessoas, sentimentos, desejos. Necessitam enxertos para preencher seus vazios. Corta-se aqui, emenda acolá. Dá—se um jeito.
É como se tornar menos seletiva somente por não ter nada em mãos. É frio, é distante, é cruel. Consigo e com terceiros.
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