- Que queres? Que admita que te amo mais que a mim? Pois digo, amo sim. Ter-te tão próximo e, ao mesmo tempo, tão distante é quase insuportável.
- Então por que me tratas dessa forma?
- Achas que é fácil estar junto a ti, tratar-te com carinho e não declarar-me como único e exclusivo amor? Sofreria muito mais assim. Prefiro distanciar-me e evitar ao máximo estes momentos sós.
- Queres então pôr um fim definitivo? Queres realmente afastar-se de mim e matar este sentimento que afirmas possuir?
- Matar isto que me corrói por dentro é tudo que mais quero. Mas sei que jamais o conseguirei, portanto, satisfaço-me em atenuá-lo.
- Pois eu prefiro o caos, as brigas a esta indiferença.
- Não deixe ainda mais difícil essa convivência, por favor.
- Tudo bem, acho que posso me adequar a sua nova maneira de conduzir este matrimônio.
- Sempre foste tu quem conduziste. Eu somente obedeço.
- Não mais.
Deu passos em direção a ele, estendeu-lhe o braço, aproximou-se sua fronte a dele.
- Boa noite.
E seus lábios, ainda que frios, tocaram-se levemente para, logo em seguida, se afastarem.
- Boa noite. – Retribuiu.
Ela deixou a sala, em passos rápidos. Ele desabou em sua poltrona e respirou, enfim, aliviado.
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