Dia 23 de Outubro, às 17h51:
Ela 'É como se tudo que eu mais quisesse, agora estivesse em minhas mãos. E pior: Não é suficiente. Eu não 'tô feliz. Pelo menos não como imaginei. Ele não parece o homem de minha vida... O jeito com que ele me olha não fascina mais, da mesma forma que o sorriso meio torto já me incomoda. Nada continua como antes... E justo agora, que o tenho aqui comigo. Hoje vou conversar com ele... Espero que não fique bravo comigo'
Ele 'É maravilhoso poder enfim sair na rua com ela e poder mostrar toda a felicidade que ela me causa. A risada dela me faz rir, o jeito com que ela faz perguntas irritantes o tempo todo e me cobra atenção enquanto dirijo também. A maneira dela falar minutos seguidos sem ao menos respirar e eu... hãn... eu perdido já na primeira frase... É tudo que eu sempre sonhei, ou melhor... é tudo que eu já nem sonhava mais. Hoje será nosso primeiro encontro oficial... Acho que estou apaixonado'
Dia 24 de outubro, às 02h17:
Ela 'Eu não imaginava que ele teria essa reação, mas foi melhor assim... Eu já não gostava mais dele... Na verdade, eu talvez nunca tenha gostado. Era bom ter alguém por quem lutar. Seria ainda melhor estar apaixonada. Paciência.'
Ele 'A noite não foi exatamente como esperei. Mentira. Foi a pior noite da minha vida. Não consigo entender aquela frieza... Aquela praticidade... Como se o que tivéssemos vivido não significasse nada. Acho que não significou, mesmo... Eu vivi aquilo sozinho. Fantasiei demais. Supervalorizei demais.'
Duas semanas depois...
Park Avenue. Ela corria e ele ia trabalhar, quando se cruzaram...
- Oi
- Oi...
- Como você está?
- Levando. Imagino que você esteja melhor.
- Na verdade, não.
- Foi feito o que você quis.
- Isso não significa que eu esteja feliz.
- Como você quiser...
- Bom... Você tá indo trabalhar?
- Tô.
...
- Eu já vou indo.
- A gente se fala.
- É... Quem sabe.
- Tchau.
- Tchau.
Afastam-se.
Ela chora. Ele não.
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