As palavras só têm sentidos quando tocam, quando mexem, quando perturbam. Uma canção ou uma história só cumpre sua função quando te faz pensar, sorrir, chorar. As mil possibilidades de entendimento fazem com que uma mesma frase atinja de diferentes modos diferentes pessoas. O que me encanta não é o que é dito, e sim o que quer dizer e não diz. A palavra mais importante não é a que está presente, mas sim a que se faz presente. Mais presente do que qualquer outra, justamente por não estar ali, explícita. Ela se faz presente e se faz essencial.
Gosto da palavra verdadeira. Que confunde, e não explica. Que alegra, que entristece, que tem como conseqüência o silêncio Que causa impacto, e não passa despercebida. Que se difere das outras pela intenção, pelo choque sutil que causa. É a ambigüidade que me fascina. O poder de dizer frases inteiras, quando juntas com olhares, sorrisos e gestos. A densidade que elas podem ter, quando bem aplicadas. Invejo quem sabe usá-las. Mais do que qualquer outra coisa.
Agora que você parece não ligar
Que já não pensa e já não quer pensar
Dizendo que não sente nada
Estou lembrando menos de você
Falta pouco pra me convencer
Que sou a pessoa errada.
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