- Desculpa, mas eu não quero servir de suporte para ti agüentar as tuas insatisfações. – Disse ela, soltando-se dos braços dele.
- Não é isso que eu te considero. – Disse ele.
- Mas é isso que eu sou. A escolha foi tua. E tu tens que estar contente com ela. Pelo menos suportá-la. Ou então muda. – Disse, seca.
- Eu não tenho outras escolhas. Ou tenho?
- Todo mundo tem uma segunda escolha. Nem que seja o ‘nada’.
- O nada eu não quero.
- Bom, então já te decidiste.
- É, acho que sim.
- Ótimo.
O silencio durou por alguns minutos.
- Bom, eu vou embora. Você vem? – Ela perguntou.
- Ér... Eu não posso, tenho que esperar a...
- ... Tudo bem, eu entendi. Tchau.
E virou-se. Não se sentia triste. Na verdade sequer sabia como se sentia. Mas era uma sensação estranha, nova. Talvez orgulho ferido por ter ‘perdido’ algo que nunca quis, mas que sempre esteve na sua mão.
Enquanto refletia sobre o assunto, caminhou para casa, quando um grito lhe chamou a atenção.
- Hei! Espera!
Ela virou-se. Era ele. A sensação de satisfação voltou. Ainda o tinha nas mãos. Mesmo que não o quisesse, tinha.
- Vamos pra casa? – Disse ele, sorrindo.
Ela sorriu como resposta. Ele passou os braços em volta dela e eles foram embora juntos.
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