As bocas se tocavam num sinal de respeito e amizade. O desejo que ali existira já não se fazia presente, entretanto, o carinho era mais forte, e o medo de ambos em admitirem que falharam também. Falharam como dois. Falharam como um.
Era triste perceber como, quando juntos, tudo não desaparecia mais como outrora. Agora estavam sós, ainda que acompanhados. A solidão de cada palavra, silêncio, riso, abraço, olhar... A solidão que corrói, que, sem perceber, mata.
Faltava vontade, faltava coragem, faltava amor. Coragem essa que não estava por vir. Talvez nunca nem viesse. Talvez aquilo fosse o fim. Aquilo definitivamente seria o fim.
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