E já entorpecida de ódio e amor, procurou-o por todos os cantos. Passados mais de uma hora, quando já estava a ponto de desistir, eis que ele aparece. Lindo e feliz. Sentiu raiva de si mesma ao ver o medo e a insegurança percorrendo cada nervo de seu corpo. Sentiu raiva também dele, que lhe era tão indiferente. Seus olhares se cruzaram e ele abriu um sorriso lindo, porém perturbador. Encaminhou em sua direção.
- Oi! – Disse animadamente.
Ela sorriu, tímida.
- Oi, tudo bem?
Ele não a ouviu. Abraçou-a de uma forma - ainda que inocente - desconcertante. Ela, pela primeira vez, retribuiu o abraço.
- Que linda que você está!
Desejou que aquilo fosse verdade.
- Obrigada. Parabéns!
- Obrigado, linda!
Outras pessoas o rodearam, provavelmente para dar-lhe parabéns ou algo do gênero e ela resolveu voltar à realidade e afastar-se dali.
Caminhou pelo lugar durante alguns minutos, sem querer parar, evitando, dessa forma, conversas desnecessárias. Já um pouco cansada e pensando em ir embora, um rapaz aproximou-se e ficou de papo. Ela tentou algumas vezes se desvencilhar das mãos que agora já tentavam segurá-la.
- Não, dá licença, por favor?
De nada adiantava. A situação já estava preocupante, quando novos pares de mãos enlaçavam sua cintura.
- Ei, será que você podia largar a minha namorada? – Disse uma voz que, logo em seguida, reconheceu.
Era ele.
- Opa, desculpa. – Disse o garoto ao sair.
Virou-se para agradecer.
- Nossa, muito obrig...
Ele estava sério, pela primeira vez e em uma fração de segundo, puxou-a para perto de si e a beijou. Com desejo, com furor.
Durante todo esse tempo o sentimento fora recíproco, ainda que disfarçado por uma impossibilidade do destino. E assim continuará. Para todo o sempre.
Moral da história: Alguns amores não são para serem vividos, somente sentidos.
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