domingo, 18 de outubro de 2009

Eu não penso em fugir.

Desânimo. Acho que, no momento, não há palavra que descreva melhor o momento por que passo. Não é nenhuma crise de adolescente pseudo-revoltada, não. É mais. É algo que vem, se acomoda e parece não sair mais. Falta vontade, falta vida, falta eu. O eu que se sentia inspirada numa chuva, num sorriso, num olhar. Esse mesmo eu que, agora, acha qualquer palavra desnecessária, qualquer sorriso falso, qualquer olhar indiferente, qualquer chuva desastrosa.
Vejo um filme, assisto a uma novela – raras vezes – e fico extasiada com algumas cenas e percebo que nunca acontecerão comigo. Aos menos é o que acho. Aquele tremor, aquela incontrolável vontade, aquele desejo. Gosto de inícios impossíveis, meios complicados e finais felizes. Acho que o olhar pode – e deve – significar mais que palavras. Também acho que minhas palavras não significam nada. Quiçá meu olhar.
Temo que essas sensações não mudem e eu não perceba que mudei. Que mudei para pior. Temo não me reconhecer. Temo.
Bom, ao menos houve o que me trouxe até aqui, depois de semanas. Já é um começo. Torço que não seja somente uma recaída. Um volta a tudo que já foi e nunca mais será.

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