domingo, 3 de janeiro de 2010

Estreando já com estranhezas;

Meus dedos tremem ao passo que meu coração acelera. Sinto-me estranha. Fora de mim. Longe de tudo que sempre esperei. Longe, longe... Cada vez mais longe. Afasto-me de mim e, quando percebo, já não me reconheço. Cruzei a linha de meu ser e encontro-me perdida. Perdida em emoções confusas, pensamentos sombrios, vontades incompletas.
Meus sonhos também não são os mesmos. Ou são, mas escondem-se em buracos tão distantes que já não os alcanço mais. Quero-os de volta. Não os terei de volta.
Penso – sim, penso! – que talvez seja mais fácil esquecê-los e criar novos sonhos. Falsos, sim... Mas que, com o tempo, transformem-se em verdades. Já disseram que mentiras, quando contadas a todos, viram verdades. Quero minhas mentiras verdadeiras. Mentira. Não quero. Desprezo-as. Desprezo-as tanto quanto minha falta de coragem, o receio da tentativa e meu medo do fracasso. Quero vida. Quero minha vida, aliás, o que jurava ser minha vida. O nada. O tudo. Depende de quem a vê.

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