segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Antigamente eu sabia exatamente o que fazer...

O mar. Sempre tive medo do mar... Mentira, houve uma época em que me encantava, usufruía e até mesmo gostava. Suas idas e vindas, sua inconstância... Seu frescor. A grandeza, ou melhor, a infinitude me assustava de forma positiva e até curiosa.
Cresci ao passo que ficava menor quando em presença do mar. E disso, só me dei conta agora há pouco. Vi-me somente observando-o de longe, à espreita... Admirava e invejava os que lá dentro estavam... Numa leveza, numa calmaria. Sonhei o dia em que faria o mesmo... O dia em que conseguiria experimentá-lo sem receios, com a ingenuidade de uma criança, com o olhar longe das malícias... Sonhei o dia em que entraria sem preocupar-me com seus buracos, suas ondas, seus perigos... Sonhei a inconseqüência que, um dia, jurei ter.
Ah, o mar...

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